sexta-feira, 13 de junho de 2014

Sobre a capacidade de nos reinventarmos

Ultimamente e a propósito do despedimento colectivo na Controlinveste muito se tem falado da necessidade de se reinventarmos.Temos os que dizem que sim que devemos ver o desemprego como uma oportunidade para nos reinventarmos e aqueles que dizem não, porque nem todos têm as mesmas capacidades, porque nem todos são criativos e porque todos tem direito a uma vida estável.
Concordando com os argumentos do não, eu sou completamente a favor do sim. Porquê? Porque o mundo está em mudança e porque o mercado de trabalho já não é o que era, já não há empregos para o resto da vida e esta não é só uma questão portuguesa é também europeia e diria até mundial. E porque na minha experiência pessoal, o dia em que me decidi reinventar tornei-me numa pessoa muito melhor. E devo dizer que esta mudança foi muito difícil. Várias vezes me questionei se valia a pena, chorei e  quis desistir de tudo.
Hoje acho que colhi imensos frutos desta mudança.Tornei-me uma pessoa mais rica. Não monetariamente, mas sobretudo na capacidade de ir ao encontro do que me faz mais feliz. Aprendi a organizar-me, a não ter medo de tomar decisões e sobretudo a ter sempre um plano B para o caso de as coisas não correrem bem.
A capacidade de se reinventarmos é difícil. O ser humano é um animal de hábitos e sair da nossa zona de conforto é sempre um árduo caminho. Porém, o mundo está cada vez mais competitivo e exigente e temos de dar mais de nós. O lado positivo: desafio que é  sempre aliciante.
Dar aulas, todos os dias em inglês e num sistema de ensino onde não fui educada é para mim a maior das minhas reinvenções.